SUN CITY RESORT UMA LENDA SUL-AFRICANA

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SUN CITY RESORT UMA LENDA SUL-AFRICANA

Há exatos 41 anos, um visionário empresário sul-africano imaginou um paraíso na terra, um resort de entretenimento e fantasia para o público de seu país.  Esse megaempresário se chamava Sol Kerzner e teria hoje mais de 80 anos.

Conhecido pela forte personalidade, pelo espírito de liderança e uma vocação nata para a hospitalidade, Kerzner (na foto ao lado com Nelson Mandela) transformou o turismo da África do Sul e do mundo durante seis décadas de atuação. Hoje seu legado gigante inclui os hotéis Atlantis e One & Only, além da Rede Sun International onde tudo começou.

Sun City foi inaugurado em 1979, após apenas 28 meses de construção. Um recorde absoluto para um projeto dessa magnitude. Kerzner considerou sempre esse o projeto mais desafiador de sua vida e seu custo total foi de 800 milhões de rands, o equivalente a quase 46 milhões de dólares. Só para citar alguns números, 5 mil homens trabalharam ao mesmo tempo no complexo e 30 milhões de tijolos foram utilizados.

Construído em uma extinta cratera de vulcão, Sun City ficou conhecido como um lugar paradisíaco

Sun City foi implementado em uma região que na época de sua construção chamava-se Bophuthatswana (ou Bofutatsuana). Era uma província independente, com suas próprias leis. Justamente por estar em uma área onde diferentes leis vigoravam, o jogo era permitido, assim como o topless, proibido no país. Essa província foi criada na época do apartheid, que durou de 1948 a 1994.

Construído em uma extinta cratera de vulcão, o complexo ficou conhecido mundialmente como uma terra hedonista e paradisíaca, com inspiração nos elementos da África do Sul, exatamente como Kerzner imaginou e queria. Muitos artistas famosos fizeram shows em Sun City ao longo desses anos, como Elton John, Frank Sinatra, Ray Charles, Beach Boys e Queen.

Vista áerea do complexo, com destaque para Valley of Waves, o parque de ondas, e o Hotel The Palace

Em 1985, enquanto Nelson Mandela ainda era um preso político em Robben Island, Sun City se imortalizou em forma de música. Steven Van Zandt, guitarrista da banda E Street Band, liderou e formou o grupo de artistas contra o apartheid. A música encabeçava um boicote contra o apartheid e conseguiu chamar a atenção do planeta para o regime tão injusto. A letra dizia: “Não vou tocar em Sun City”, e, mesmo sendo uma crítica, ajudou a comover o mundo e arrecadou milhões. Mandela esteve muitas vezes no complexo ao longo de seu mandato como presidente e Sun City teve participação imperativa na implantação da democracia pós-apartheid na África do Sul.

ALGUNS FATOS CURIOSOS SOBRE SUN CITY

  • O Valley of Waves, o parque de ondas do complexo, foi a maior combinação de diferentes recursos já realizada em um parque aquático no mundo todo;
  • Um dos escorregadores atinge 65 quilômetros por hora de velocidade;
  • Toda a água contida nos recursos paisagísticos do complexo, entre entretenimento, paisagismo e piscina, totaliza 23 milhões de litros.

6 ESTRELAS

Localizado no complexo, o Hotel The Palace foi criado para inaugurar o conceito de hotel 6 estrelas e ficou conhecido como o primeiro nessa categoria. São 336 apartamentos e suítes, sendo três delas presidenciais. O hotel é inspirado em um palácio, de uma terra imaginária, com todos os elementos da vida na selva. O projeto de interiores foi desenvolvido por Trisha Wilson, uma aclamada designer de Dallas (EUA).

A fachada possui 15 mil peças, todas elas customizadas especialmente para o projeto. Aliás, quase todos os elementos de decoração foram criados especialmente para o hotel, envolvendo trabalhos em 20 países.

Inspirado em um palácio de uma terra imaginária, o Hotel The Palace inaugurou o conceito de hotel 6 estrelas

OUTROS NÚMEROS INTERESSANTES

  • O lustre de cristal da entrada do The Palace, no Crystal Court, tem 5 mil cristais venezianos;
  • 5.650 metros de mármore cobrem as superfícies planas do hotel;
  • Todos os tapetes foram tecidos à mão, com motivos da savana africana;
  • O piso de mosaico na entrada foi feito inteiramente à mão e um grupo de mulheres na Suíça confeccionou as tapeçarias que ficam nas paredes da recepção;
  • Cinco mil horas foram investidas pela equipe que pintou o teto da cúpula central do hotel, usando uma técnica semelhante à empregada por Michelangelo na Capela Sistina.
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